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A Lição de Don Corleone

A Lição de Don Corleone

O número 1 de uma importante organização orientava um de seus principais executivos, responsável por uma divisão dos negócios da família. Dizia ele:

“O que meu pai logrou construir foi uma organização realista baseada em interesses mútuos, que prestasse serviços que as pessoas queriam e lucrasse com a boa vontade que daí advinha. Nos negócios, o dinheiro é apenas subproduto, não um fim propriamente dito... Os lucros são incidentais. São um subproduto das boas relações, da reputação que se espalha no boca a boca e faz com que mais pessoas nos procurem, que procurem nossos serviços... Se o seu primeiro impulso for o dinheiro, você pode deixar de perceber outras oportunidades muito mais valiosas que dinheiro, ou que podem resultar em mais dinheiro ainda... Se você reduzir a uma mera questão de dinheiro, vulgariza tudo....Trata-se de um equilíbrio... O que está sendo feito parece que tem a ver com dinheiro, mas não tem. Todos que participam do negócio têm a obrigação de saber disso”.

 

Esta citação é retirada do livro A vingança do Poderoso Chefão de Mark Winegardner (Editora Record). O livro dá sequência à saga da família mafiosa Corleone, escrita por Mario Puzo, e que deu origem à trilogia dos filmes O Poderoso Chefão, dirigida por Francis Coppola. No texto acima, o chefe que dá as diretrizes é Michael Corleone, filho de Vitor Corleone.

 

São comuns os paralelos sobre práticas de gestão da chamada máfia italiana e o mundo empresarial. Diversos livros já foram escritos sobre isto. Nos romances, a máfia costuma ser apresentada como uma organização criminosa, ao mesmo tempo capaz das maiores atrocidades para atingir os seus fins e simultaneamente ser regida por fortes valores morais e culturais.

 

Existem boas e más empresas, algumas mais conscientes do seu papel do que outras, mas não vamos pensar em organizações criminosas. São mundos muito diferentes. Ainda assim, é possível extrair para empresas sérias algum aprendizado da cultura Corleone.

 

É válido, por exemplo, o princípio de que o dinheiro não é o negócio em si. Nenhuma empresa deveria pensar que o seu negócio é ganhar dinheiro, embora esta seja uma condição básica para a continuidade de sua existência. É como dizer que uma pessoa não existe para comer, embora necessite fazê-lo.

 

Servir aos clientes, estabelecer uma relação de confiança e propiciar ganhos mútuos e duradouros para os diversos envolvidos constituem a essência de qualquer negócio. Pode parecer que o principal é o dinheiro, mas ele é apenas subproduto. Aos líderes das organizações cabe fazer valer este princípio, não apenas no discurso, mas nas decisões do dia a dia. O mesmo se aplica à carreira profissional de cada um, em qualquer estágio. Como ensina Don Corleone: “Todos têm a obrigação de saber disso”.

 

Julio Sampaio (PCC, ICF)

Idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute

Diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching

Autor do Livro: Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital), dentre outros

Texto publicado no Portal Amazôna e no https://mcinstitute.com.br/blog/

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