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Benefícios da EAD atraem, mas exigem adaptações de alunos e professores

Benefícios da EAD atraem, mas exigem adaptações de alunos e professores

A chegada da quarentena mudou de forma repentina a rotina de estudantes e professores com a migração integral dos programas educacionais para o ensino a distância (EAD).

Muitas instituições viram-se desafiadas a promover a inclusão digital dos alunos, o aprimoramento das ferramentas de comunicação acadêmica, ensino e administração on-line.

Segundo uma pesquisa divulgada pela ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), a prática EAD tem crescido expressivamente no Brasil e deve ultrapassar o ensino presencial nos próximos anos.

Até 2023, o estudo prevê que 51% dos estudantes matriculados no ensino superior devem recorrer às aulas EAD, contra 49% que vão seguir nas salas de aula tradicionais. Essa aderência pode ser explicada pela quebra de barreiras geográficas, menor limitação da rotina, economia de tempo e planos de aula diferenciados oferecidos pela modalidade.

Instituições de ensino, por exemplo, foram obrigadas a buscar novas formas de remodelar seus programas educacionais para atender as demandas deste novo momento na educação.

Já professores e os alunos tiveram que adaptar-se através do entendimento das fermentas e ambientes de aprendizagem.

Adaptação: Desafio de Professores e Alunos

O desafio de estar em uma sala de aula virtual vai além do entendimento das ferramentas tecnológicas. Passa pela importância da relação de alunos e professores, seleção de conteúdos e metodologias específicas e aplicações diferenciadas de cada disciplina. 

Visão de um Professor

Na opinião do mestre em engenharia de produção e professor da Universidade Candido Mendes (UCAM), Carlos Magno, a pandemia trouxe alterações significativas nos modos de ensinar: “A minha profissão ficou um pouco estagnada desde o século XVIII. Com essa mudança para o modo EAD, observei a possibilidade de utilizar várias tecnologias e situações que poderiam tornar a minha disciplina mais interessante”, avalia.

O educador defende que é preciso tornar a experiência de aprendizado mais atrativa para o aluno no modo EAD, que precisa utilizar o seu próprio combustível para estudar neste momento difícil que estamos vivendo. Para ele, mais do que formar especialistas, é preciso formar profissionais que sejam provedores de soluções.

Assista o vídeo da série "Fala aí, Professor!" com a opinião completa do Professor Carlos Magno sobre este assunto tão importante para o desenvolvimento das aulas online e para o  aproveitamento dos alunos neste  ambiente:

Visão de um aluno

A estudante de fonoaudiologia Sara Rayane Santos, de 24 anos, é parte do grupo de brasileiros que vêm preferindo a sala de aula virtual. Ela afirma estar aprendendo mais durante a quarentena com as aulas remotas: “Os professores estão mais sensíveis. Eu tenho vergonha de falar nas aulas, mas no on-line posso escrever a minha dúvida no chat.

Também tenho mais tempo para fazer as provas, não tem mais aquela pressão de terminar rápido porque tem outra aula depois”, conta. Para Sara, o tempo de deslocamento é outro fator que a faz preferir a educação a distância: “Com a aula on-line eu não preciso me locomover até a faculdade. Não tem essa correria toda do dia a dia, de pegar ônibus, metrô. E se eu perder a aula por algum motivo, posso assistir a gravação no portal”, complementa.

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