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BULLYING ESCOLAR - CONCEITUAÇÃO

BULLYING ESCOLAR - CONCEITUAÇÃO

BULLYING ESCOLAR - CONCEITUAÇÃO

Bullying Escolar - Conceituação

No Brasil, há poucos pesquisadores sobre o bullying escolar que sejam autores de obras acadêmicas e programas destinados à minimização desse tipo de violência entre pares, contudo há vários artigos acadêmicos que contribuem para conceituação do bullying escolar.

 

A pedagoga Aloma Felizardo desenvolveu uma definição ampla para conceituar o bullying escolar, além de um programa para reduzí-lo, baseando seus estudos em diversos pesquisadores (Olweus, 1993, 2006; Coloroso, 2003, 2016; Lopes Neto, 2005; Pereira, 2009; Tognetta; Vinha, 2012; Avilés Martínez, 2013); entre outras referências internacionais que contribuíram para uma caracterização de fácil compreensão a respeito dessa temática.

 

Segundo Felizardo (2017), bullying escolar é um termo empregado, na maioria dos países, para designar comportamento agressivo sistemático cometido por um ou mais estudantes, camuflado como brincadeira, com o propósito de intimidar, maltratar e atormentar outro estudante. Além de ferir, a intenção é manter o domínio sobre a vítima, aterrorizando-a com ameaças e indução de futura agressão.

 

Praticado por um ou mais estudantes, essa situação torna a pessoa tão impotente que é improvável que revide ou peça ajuda a alguém. Pode haver um desnível ou desequilíbrio de poder, em força, tamanho físico, popularidade e persuasão; os mais fortes se satisfazem ao converter os mais frágeis, que nada fizeram para serem atacados, em objetos de diversão e prazer.

 

Há sempre um público para fortalecer o agressor, que atua longe dos olhares dos adultos, os quais, na maioria das vezes, interpretam essa atitude como normal para a idade. A violência é sutil e velada aos olhos do adulto e ocorre em menos de um minuto.

 

Entre as ações de bullying, estão perseguição, intimidação, xingamentos, disseminação de falsos rumores, caretas ou gestos, exclusão social ou isolamento, agressões físicas e discriminação física, social, racial, religiosa e sexual.

 

Usualmente, o conceito, as características e a tipologia encontradas para bullying têm similaridade com os estudos internacionais de Dan Olweus e referências dos autores brasileiros pioneiros Lopes Neto e Saavedra (2008). Agora, mais do que nunca, a sociedade tem se conscientizado da gravidade do bullying escolar.

 

Fontes para consulta:

FELIZARDO, A. R. (2019). Bullying: a violência que nasce na escola – orientações práticas para uma cultura de paz.  Curitiba: Intersaberes.

FELIZARDO, A. R. (2017). Bullying escolar: prevenção, intervenção e resolução com princípios da Justiça Restaurativa. Curitiba: Intersaberes.

 

Aloma Ribeiro Felizardo é doutoranda em psicologia social, mestranda em sistema de resolução de conflitos, pedagoga, mediadora de conflitos certificada pela ESMP.

Idealizadora desde 2008 do portal  https://www.bullyingcyberbullying.com.br/

Criadora da ferramenta pedagógica Círculo de Diálogo Respeitoso: a incrível ferramenta em que os alunos realizam a prevenção.

Palestrante internacional e autora de seis obras acadêmico-científica-didática.

Atua em palestras e capacitação de professores na prevenção do bullying e cyberbullying nas escolas.

 

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