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É por meio da criança que nós vamos construir um futuro. A criança é o nosso futuro!

É por meio da criança que nós vamos construir um futuro. A criança é o nosso futuro!

Graduada em Pedagogia, mestre em Educação pela UFPR, pós graduada em Desenvolvimento Infantil pela London University, psicomotricista relacional, e idealizadora da Escola Terra Firme, Sandra Cornelsen nos recebeu para esta conversa no início de uma tarde de outono, na biblioteca da escola que fundou e dirige há 28 anos. Discorreu sobre as referências adotadas no processo pedagógico, um pouco de sua trajetória pessoal e o papel da escola na formação humana.

 

Como você vê a educação infantil e o ensino fundamental?

O primeiro foco é o acolhimento. Acredito que todas as crianças, de qualquer idade, precisam ser acolhidas. E esse acolhimento vem de todos os professores, de todo o pessoal docente e discente da escola. A Educação Infantil começa com a visão de mundo. O Jardim I, que é a nossa primeira turma, inicia com dois anos. Nessa faixa etária a gente acredita que a criança aprende vivendo todo o mundo externo, para depois se incorporar. Então, ela tem que brincar com a bola, ela tem que descobrir que a bola rola, ela tem que descobrir sozinha do que é capaz esse objeto em relação a ela. É a exploração do mundo por meio do corpo.

Como diz Piaget, é a ação do sujeito sobre o objeto do aprender. Ele vai ter ação sobre o objeto e, nessa ação, ele vai pôr um tanto de si. Quando ele brinca com a bola pela primeira vez, ele vai descobrir que a bola rola, eu não vou contar para ele, ninguém precisa contar, ele vai descobrir! Não precisa ninguém sair correndo atrás dizendo, cuidado, você vai cair! Não. Se ele estiver escorregando ele vai cuidar do corpo e aí vai gerando autonomia. Um dos princípios básicos de Piaget é a autonomia. A autonomia nos leva a ser sujeitos inteiros, questionadores e pensantes. Nós acreditamos muito nisso.

No decorrer da vida escolar a gente vai continuar focando os princípios piagetianos, que são: para que a criança aprenda, ela precisa lidar com o objeto da aprendizagem, seja ele um objeto vivo ou um objeto abstrato, como um texto. Ela vai ter que viver o texto quando o ler, para poder absorver. Para Piaget, todo conhecimento vem da ação do sujeito sobre o objeto do aprender, que é, por exemplo, uma leitura de texto ou um exercício matemático. Mas, tem que ter sentido, então tem que fazer parte de um contexto. Nesse contexto, ela vai poder aprender desde pequenininha até grande e para isso a gente escolheu um método, que é a metodologia de projetos.

Como é essa metodologia de projetos?

Em princípio, a gente definiu o que seria a escola e a proposta é que o nosso aluno pense, pois acreditamos que quem pensa conquista o mundo, porque conquista todos os conhecimentos. Hoje, os conhecimentos estão todos disponíveis para o ser humano. Ele precisa saber usar as ferramentas e precisa saber pensar e fazer relações de conhecimento.

Como é que a gente iria fazer com que isso acontecesse numa escola onde existe um currículo escolar que precisa ser cumprido, onde existem cobranças da Secretaria de Educação, que precisam ser cumpridas e até de pais e mães que buscam uma escola diferenciada, mas, no fundo, querem resultados idênticos aos das outras escolas? O que a gente pode apresentar para eles é uma criança que saiba procurar, buscar, pesquisar e pensar. Essa criança vai saber tudo do mundo, desde que ela tenha prazer em aprender. Então, o nosso primeiro objetivo é que a criança tenha prazer em aprender e que ela aprenda relacionando conhecimentos.

Para isso, a gente foi buscar um método que abraçasse a ideia tanto de Piaget quanto de André Lapierre, que nos disse também que o mundo simbólico faz com que a gente, vivendo essa simbologia do movimento, lide com o corpo e viva o que está dentro dele. No brincar simbólico com elementos que são indicados por Lapierre, e que são bolas grandes e macias, tecidos, cordas, arcos, papelão, jornal, cada elemento tem um significado simbólico e todos acabam falando da relação do sujeito com o objeto e na relação do sujeito com outro sujeito, como dizem Piaget e Lapierre.

André Lapierre construiu uma teoria, um método corporal, em que se trabalha a partir do corpo o brincar e esse brincar é um brincar simbólico. Na simbologia do movimento eu vou construir a minha imagem daquela criança. Construindo essa imagem eu posso intervir de forma positiva e reconstruir imagens. Essa reconstrução de imagens nos leva à geração de conflitos, a ver o conflito, a lidar com o conflito e a chegar a uma solução do conflito pela própria criança. Ela vai caminhar para uma resolução de conflitos.

Afora isso, temos a Emília Ferreiro, que é discípula de Piaget e que nos trouxe a alfabetização com esse olhar da construção da escrita. A função da escrita é que nos leva a construí-la. Se nós não apresentamos uma função para a escrita a criança não vai ter o desejo de aprender a escrever. Ela vai ter esse desejo a partir do momento em que ela consiga construir a própria escrita. Então, a criança aprende lendo, aprende vendo, aprende a utilidade e o valor da escrita, o valor da leitura, o valor daquele código. Ela vai tentar códigos próprios para alcançar o código do alfabeto e, quando ela alcança o código do alfabeto, vai construindo a escrita. Tudo abraça uma mesma teoria.

Fomos buscar o método de projetos que utilizamos com Fernando Hernandez, que é um espanhol bastante renomado dentro de projetos na educação, por meio da Laura Mont Serrat Barbosa, que nos levou a esse caminho, nos auxiliou durante 17 anos nesse trajeto e ainda nos auxilia a conseguir fazer com que a escola trabalhe todos os conteúdos, a maioria deles, os que são possíveis, dentro dos projetos. Primeiro, existe um projeto, depois é que se define o conteúdo.

Eu não vou escolher um tema, por exemplo, o ecossistema, a floresta, a cidade e o que ela causa… porque daí eu estou excluindo a criança desse caminho e a criança tem que estar no centro. A criança está no centro quando ela escolhe o que ela quer trabalhar, quando a gente pesquisa com ela no grupo e ela chega a um ideal do que é a busca que ela quer fazer, de qual é a pesquisa que ela quer fazer. Isso desde os pequenininhos! A gente os conhece e esse conhecer, esse ouvir, esse olhar é que vai nos levar àquilo que interessa a eles e, a partir disso, define-se o conteúdo.

Quando as crianças são pequenas, até o quinto ano, quase todos os conteúdos são possíveis. Do sexto em diante se torna mais difícil, mas continuamos com o mesmo propósito e a mesma metodologia. Do sexto ano em diante são doze professores, temos com todos os grupos uma reunião semanal, na qual discutimos e estudamos o projeto. Nós temos três grupos de estudos permanentes na escola: um com a Educação Infantil, um com o Ensino Fundamental 1 e outro com o Fundamental 2, sempre buscando suprir as necessidades do professor. A escola tem que abraçar, tem que ouvir. O projeto se torna o centro do nosso estudo e do nosso trabalho.

E como se dá a avaliação nesse processo?

Nós temos um meio de registro que é o mapa conceitual. Todas as salas de aula têm um mapa conceitual. Nesse mapa nós colocamos o projeto no centro e os conteúdos bimestrais na lateral. A criança tem que atingir todos aqueles conteúdos que ficam ao lado do mapa. Dentro do mapa ficam as áreas de conhecimento, onde nós colocamos os possíveis conteúdos a ser trabalhados dentro daqueles temas e, com isso, a gente vai acolhendo tudo o que vem de cada área.

Os professores, quando vão rever o mapa, levam as crianças e, no rever o mapa, definem onde encontram com a língua portuguesa, onde encontram com a arte. O professor de educação física, às vezes, pode encontrar com a língua portuguesa, às vezes pode encontrar com a arte. Isso, no mapa, se torna visual e quando é visual a criança é mais atingida, ela escuta mais o que ela vê, ela pode manusear isso de forma a adquirir esse contexto, estar dentro desse contexto. Com isso, a gente cria também um objeto de avaliação.

Quando nós terminamos o bimestre, vamos rever o mapa com as crianças e repassar o que a gente trabalhou, perguntar como foi para cada uma delas. Chamamos isso de autoavaliação. Nós registramos isso, eles registram em forma de desenhos, mandalas, textos. Existe um registro do que eu aprendi, do que eu trabalhei no projeto e isso vai para um portfólio que é construído ao longo desse tempo. Então, nós temos no portfólio um veículo de avaliação. Temos também na leitura e releitura do mapa e na autoavaliação um dos itens avaliativos.

Temos, a partir do segundo até o nono ano, uma prova, uma coisa que para mim foi sempre muito difícil de aceitar, porque eu acredito que as pessoas têm que ser mais observadas do que testadas. Em todo o contexto, houve um pedido muito forte dos pais e mães, e uma exigência da Secretaria de Educação, de ter um registro feito pela criança. Então, para que ela possa sair daqui e se situar num mundo diferente do nosso, a gente instituiu uma prova bimestral interdisciplinar, que nós chamamos de “projeto-prova”, que entra no nosso projeto e circula em todas as matérias. É uma prova dificílima de fazer e facílima de preencher. Não é uma coisa para punir ninguém. Prova não é punição e nem amostra total do que é uma criança, nunca. Uma criança vai ter 10, 15 tipos de avaliação para se ter uma nota final.

Na Escola Terra Firme, a partir do segundo ano, existem notas. Isso é uma coisa que eu quis instituir porque eu acho que a nota tem muita precisão e, como nós temos um modelo diferenciado de educação e de avaliação, eu acredito que a precisão é importante na nota. Nossa nota vai de 0 a 10 e a criança é aprovada a partir do valor 7.

É muito raro repetir na Terra Firme porque nós temos um sistema contínuo paralelo às aulas. As crianças têm aulas de português e de matemática semanal no contraturno, por opção, algumas vezes são requisitados, mas muitos deles vêm porque perderam uma aula, porque querem aprender mais. O objetivo é que essas coisas sejam vistas como um auxílio e não como um castigo. A prova tem uma nota que vale 10 em 100, ou vale 1 em 10, mas ela não tem um valor total e absoluto de forma alguma. O que é valor total nessa escola é a criança, essa tem valor total.

Como a educação pode melhorar o futuro da sociedade em que estamos inseridos?

Veja, a educação pra mim é tudo, porque é por meio da criança que nós vamos construir um futuro. A criança é o nosso futuro! E a criança tem abertura para todas as aprendizagens e para todos os modelos, a criança não tem restrição. A criança inicia o mundo escolar completamente aberta a esse mundo, vai se fechando em algumas escolas e a gente espera que isso não aconteça aqui. Que não se feche esse modelo que pode criar, que pode crescer, que pode fazer um autojulgamento, não um julgamento do outro. Eu cuido de mim, cada um cuida de si, eu te ajudo e você me ajuda, mas quem cuida de mim sou eu, quem cuida de você somos nós. Eu e o outro: é por aí que se pode construir uma nova sociedade.

A partir do momento em que há o respeito, a humanidade, a disciplina, a autodisciplina, você vê nas nossas crianças a autonomia, porque elas têm a possibilidade de autodisciplina, elas podem andar pela escola inteira, elas podem vir falar na minha sala na hora em que quiserem. Elas são ouvidas por todas as pessoas, por quem as recebe no portão. O Paulinho recebe e conhece cada um. Por isso, a Escola Terra Firme não pode crescer muito, ela tem que manter esse número aproximado de 250 crianças, que é onde tudo é possível, é um mundo de troca. As nossas salas são todas diferentes do tradicional, cada uma tem uma montagem especial porque cada uma é construída com as crianças.

No primeiro dia de aula dos pequenininhos, a partir do Jardim 2, a gente retira todos os móveis antes deles chegarem e diz assim: “Nossa, a sala está vazia! E agora? Do que é que a gente precisa?” E a gente vai buscar o que precisa. Isso é um valor. A construção de valores é fundamental na educação e eu acredito que essa educação pode ser a pública, e deve ser, quem dera chegue a ser! Porque me incomoda algumas vezes quando as pessoas me dizem: “Ah, mas agora o auge é ser uma escola que trabalha com o método finlandês”. Isso é historinha, porque, como é que vai trabalhar com um outro povo, uma outra cultura, com um método criado numa cultura finlandesa, onde nem precisa polícia, porque todos são tão autodisciplinados e são tão poucas pessoas? Nós não podemos ter esse mesmo olhar, nós podemos buscar ideias e nisso a Terra Firme está sempre disponível. Eu quero muito buscar ideias. Eu, as coordenadoras, os professores, estamos abertos a novas ideias e para quem quiser contribuir conosco as portas estão sempre abertas.

Você pode falar um pouco sobre a psicomotricidade relacional? Como ela interfere na educação?

O primeiro acesso que nós tivemos com a psicomotricidade relacional foi em 1989, quando eu fui à Espanha e participei de um curso que o André Lapierre ministrou em um congresso sobre educação, a partir da simbologia do movimento. Esse movimento simbólico do corpo foi incorporado pela escola porque, primeiro, o nosso professor tem que fazer, ele é obrigatório para o professor, todos os outros funcionários são convidados, inclusive eu participo, a Maria Augusta, a nossa jornalista, todas as pessoas que estão na escola têm esse direito.

Quatro a cinco vezes por ano nós nos encontramos um dia inteiro no Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR), onde é feita a formação do psicomotricista relacional. Nos encontramos e vivemos esse corpo livre, esse corpo que fala. Esse momento desse brincar simbólico é idêntico ao brincar, com o mesmo espaço físico, os mesmos materiais com que as crianças brincam. A diferença é o que o adulto traz, o que cada um traz. E é em cima do que se traz que se vive. Os conflitos, as relações, os acertos das relações, tudo isso aparece e aparece para o adulto, aparece para ele mesmo, isso é o principal. Então, muitas vezes a gente se vê dizendo assim: “Meu Deus, eu não lembrava que eu tinha essa reação! E por que será que eu tenho essa reação?” Muitas vezes a memória é da primeira infância.

Para André Lapierre é na primeira infância que acontecem todos os maiores registros dos nossos conflitos, porque eles vêm de pai e mãe, ou de quem desempenha esse papel, e esses registros nos acompanham a vida toda. Quando nós brincamos de forma lúdica, nesse momento desse brincar simbólico, sem falar, porque se deve falar com o corpo, nós vamos falar do que existe dentro de nós, do inconsciente. Segundo Lapierre, quando a boca fecha o corpo abre e fala daquilo que existe dentro da gente. E isso que está dentro da gente é algumas vezes bem complicado e nos acompanha por toda a vida. Então, quando você passa por uma morte, por uma perda, vem toda aquela carga. E aquilo é que tem que se reviver de forma simbólica e saudável. Então, eu vou fazer uma nova relação com a minha mãe simbólica, e nessa mãe simbólica eu vou encontrar muito do afeto que eu não encontrei, ou com o pai, ou com um amigo. Mas de forma simbólica.

No adulto isso é mais difícil do que na criança, porque o adulto tem muita proteção. A criança brinca, se mostra e, quando ela se mostra, a gente pode fazer uma intervenção positiva e nessa intervenção positiva muitas vezes se podem ver mudanças incríveis na história dessa criança.

Não trabalhamos com a psicomotricidade relacional clínica. Quando ela se torna clínica o tratamento é lá no CIAR. Aqui é pedagógica. E, se nós percebemos aquilo que Lapierre chama de fantasma corporal, que é aquele registro que não está fazendo bem, a gente informa ao pai ou à mãe e diz que nesse momento precisa de uma intervenção que não seja a nossa. Mas, são casos raros, porque muita coisa acontece naturalmente que vai transformando o sujeito. É vivendo que se transforma.

Retomando, qual o objetivo da educação na Terra Firme? Como começou? Qual foi o teu sonho?

A nossa educação, na verdade, vem de um projeto pessoal. Eu fui uma pessoa que estudou em escolas tradicionais e senti muito, foi muito tolhedor para mim. Eu era muito criativa, sou uma pessoa criativa, e tive que buscar isso depois, na minha formação universitária. Quando fiz Pedagogia, eu consegui sair desse mundo trancado que era o ensino fundamental de primeiro e segundo grau, onde devia se pensar como o professor pensava, como a escola pensava.

Eu acredito numa educação livre, numa educação de prazer. Não tem que ser ruim vir pra escola, tem que ser muito bom vir para a escola! Porque, uma vez que eu vou encontrar amigos, uma vez que o meu professor me escuta, que eu sou alguém, que eu respeito o outro dentro da minha sala e sou respeitado, o espaço me permite brincar e me soltar, eu posso andar pela escola inteira, eu sou livre. Se eu perder uma aula eu pago por isso, eu vou ter que ter essa aula em outro momento, mas o prazer de estar nesse espaço é fundamental para que a criança aprenda e goste de aprender. Nosso primeiro objetivo é o prazer em aprender.

A escola tem uma função cultural. Nós vemos a escola como um centro de cultura e esse centro tem que promover todas as áreas de cultura. Então, nós nos preocupamos muito com a arte, com o corpo, com as discussões do mundo, com o que está acontecendo e por quê.

A partir do sexto ano, a gente já vê muitas discussões políticas, a construção de ideias, ideias da família, diversidade de opiniões e isso é riquíssimo! Eu não poderia estar em um lugar onde a opinião é única, até porque eu tenho que ouvir a cada um. Eu e todos nós que estamos aqui.

Na hora de escolher entrar nesta escola a gente fica sabendo exatamente onde vai entrar. Primeiro, porque tem que fazer um estágio prévio em que vai conhecer mais. E, se você faz parte desse grupo que acredita numa escola onde o aluno constrói a própria educação, eu sou apenas um veículo, eu sou só uma ferramenta, eu sou um mediador, aí vai se realizar aqui dentro também. Nós temos dito isso pro pessoal ao longo desses 28 anos, desde a educação infantil até o Fundamental 2.

Na educação infantil a gente vê as criancinhas entrando de braços abertos e são acolhidas de braços abertos. Então, o primeiro movimento é o acolhimento dos nossos alunos, do pequeno até o grande. Mesmo que ele venha todo ano, todo ano ele tem que ser acolhido. E é nesse acolhimento que ele vai se sentir inteiro e sujeito dessa escola. Ele é dono dessa escola.

Eu digo, quando eu vejo uma criança pintar uma parede: “Parede não é lugar de pintar”. A gente pode pintar no papel, a gente pode às vezes determinar espaços onde a gente pode pintar, mas parede não é lugar, a não ser que seja pré-determinado. E ela vai entender que aquela sala é dela. Quanto mais bonita ela estiver melhor vai ser estar lá. Quanto mais ela estiver sofrida mais vai ser sofrível estar.

Então, o nosso aluno é nosso parceiro, o nosso pai e nossa mãe são nossos parceiros. Porque, se não se identificam, a gente não consegue andar, a escola tem uma proposta pedagógica diferenciada, nós trabalhamos com algumas teorias que nos fundamentaram. A primeira delas, conforme já disse anteriormente, é Piaget, que afirma: o pensamento é sinônimo da ação inteligente. Isso é uma citação piagetiana. Esse pensamento que gera uma ação inteligente é o que nós buscamos. A criança é que pensa e quanto mais ela relaciona conhecimentos, melhor vai ser a aprendizagem dela. Vai ter uma aprendizagem única, porque é construída por ela e quando ela trouxer a informação que ela trabalhou, que ela vivenciou, vai ter um pouco dela. Isso é genial e é isso que nós buscamos.

Acho que é isso, ok? As crianças já estão aí.

Texto: Karina Ernsen
Fonte: Escola Terra Firme

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