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Educação de Jovens e Adultos

Educação de Jovens e Adultos

A educação de jovens e adultos no Brasil tem passado por uma longa trajetória, e ainda no período colonial já era pensado no grande número de pessoas adultas analfabetas. A responsabilidade de alfabetizar esta população ficou a cargo da igreja, que, com a chegada dos jesuítas, passou a exercer a função de educadora, forçando os nativos e oferecendo aos colonos jovens e adultos analfabetos um ensino que tinha intenções religiosas e pouco educacionais.

Na primeira Constituição Federal de 1824, foi pensado nas propostas das classes noturnas que garantiriam a escolarização primária para todos os cidadãos. Porém, naquele período a educação não era importante para o crescimento do país porque a produção se dava a partir do trabalho escravo. Algumas reformas educacionais do período do Brasil Império recomendavam as aulas noturnas, mas não havia incentivo para esta classe de estudantes, sendo um sistema frágil. “O analfabeto é visto como causa e não como efeito do escasso desenvolvimento brasileiro” (CUNHA, 1999, p.11). O ensino de Jovens e adultos passou a ser pensado, apenas na primeira metade do século XIX no Brasil, pois o índice de analfabetismo era grande.

Nota- se que os esforços para que os índices de defasagem educacional diminuíssem entre a população brasileira persistiram durante o século XX.  Mas a função primaria da educação era a formação  de profissionais para as industrias  brasileiras, desta foram a educação detinha apenas o papel funcional, pois apenas treinava a mão de obra produtiva, pensando no desenvolvimento técnico para a área do crescimento de produção do país, deixando as pessoas alienadas dos seus direitos como cidadãos, “visa à implantação de um capitalismo autônomo nacional e popular... com a intenção de não despertar nas pessoas o questionamento”. (GADOTTI E ROMÃO, 2000, p.37).

As escolas são subordinadas à administração do Estado e têm o propósito de expandir o conhecimento em massa, articulando o aprendizado para o benefício do desenvolvimento industrial e principalmente ao capitalismo que emerge com predominância na sociedade, o que mantém as pessoas alienadas e controladas sem objeção de seus valores. Porém, a essência da escola é fundamental para instruir o aluno a compreender os seus direitos e deveres de cidadão. Prado (1999, p.75) afirma que:

Na realidade para que um adulto em fase de escolarização possa compreender melhor a realidade que o cerca, agir de forma crítica e consciente, participar das mudanças e transformações que vêm ocorrendo no mundo ao seu redor, é necessário que todos os conhecimentos lhe sejam apresentados de forma problematizadora, buscando a reflexão e a conclusão, tanto quanto o objetivo do professor for desenvolver a linguagem, a matemática, os estudos da Sociedade e da natureza.

A utilização de palavras geradoras que faziam parte do cotidiano dos alunos durante a Educação básica. A prática da leitura e escrita, por sua vez, proporciona a codificação e decodificação de palavras, levando o aluno a formar frases e ler textos, compreendendo a leitura. Isto faz parte da formação educacional nos ciclos iniciais de educação e pode ser trazido para a EJA na formação do aluno como um cidadão. Este se tornará consciente, crítico, formador de opinião e atuante na sociedade onde intenciona viver, pois encontrará utilidade na formação educacional, vista apenas como apenas como um item classificatório para o mercado profissional.

 

REFERÊNCIAS

 

ALMEIDA, Adriana; CORSO, Ângela Maria. Educação De Jovens E Adultos: Interfaces políticas, história e pedagogia. Guarapuava: Unicentro, 2014. Disponível em http:// repositório.unicentro.br/bitstream/educação de jovens e adultos. Acesso em 21/05/2017.

 

CUNHA, Conceição Maria. Discutindo conceitos Básicos. In MEC – secretaria da educação à distância. (Org.). Educação de Jovens e Adultos 1° Ed. Brasília, DF: MEC, 1999.

 

GADOTTI Moacir; ROMÃO José Eustaquio. Educação de jovens e Adultos: Teoria Práticas e Proposta.4ª ed. São Paulo Cortez 2012.

 

 

PRADO, Maria Regina. ”estudos da sociedade e Natureza”. In MEC – secretaria da educação à distância. (Org.). Educação de Jovens e Adultos 1° Ed. Brasília, DF: MEC 1999.

Educação do Futuro
Marco Antônio Ribeiro Merlin
Marco Antônio Ribeiro Merlin Seguir

Especialista em Educação Inclusiva (2017), pelo Centro Universitário Uniandrade. Graduado em História (2016) e Pedagogia (2018), ambos pela Universidade Tuiuti do Paraná.

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