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Educação e o abandono do lúdico

Educação e o abandono do lúdico

Hoje comemora-se a sexta-feira da Paixão ou Sexta-feira Santa. Este é um feriado religioso comemorado pelos cristãos, simbolizando o dia da morte de Jesus Cristo. Faz parte das festividades da Páscoa, que simboliza a ressurreição do Messias.

Fiquei me questionando que até Cristo ao vir até o mundo corruptível teve que aprender com professores, como descreve Lucas 2: 41-52; Mateus 13. 53-56. Sendo assim um dos maiores símbolos da mitologia cristã gostava de estar onde podia aprender.  

Nessa semana conversei com uma mãe de duas crianças que me fez a seguinte indagação: “será que as crianças gostam de aprender da forma como o ensino é proposto?”

Isto me deixou pensativo, pois nossa forma de ensino busca a compreensão de elementos que constituem uma série de conteúdos programáticos, que irão produzir seres pensantes. Mas e a cidadania, os valores que os levarão a desenvolver-se como estudantes e não apenas como números dentro de um Instituição Escolar?

Para que isso aconteça, como nós educadores podemos fazer? Esta é uma questão que aflige muitos pensadores e teóricos da educação ao longo da história da educação.

No entanto, percebe-se que a criança no ensino infantil é tratada como um ser social identificada e inserida em um contexto por meio de brincadeiras que proporcionaram as relações sociais que a levaram a um desenvolvimento como individuo, e não apenas como um número dentro da escola. Mas este processo se perde na passagem para o Ensino Fundamental I, e nos ciclos subsequentes, por que?

Um dos motivos que me veio a mente, é que processo de alfabetização é acelerado e por isso é preciso que independente da filosofia educacional que a escola impõe, as normativas cotidianas da instituição sejam reorientadas (mesas, cadeiras, horários de intervalo, horários das aulas).

A criança passa a ter inúmeras responsabilidades que outrora não tinha, e acaba sendo obrigada a não questionar e buscar apenas o conhecimento programático, eximindo-se do principal objetivo da escola, o de formar cidadãos pensantes e políticos.  Creio que isto justifica-se por inúmeros fatores, porém aponto a ansiedade dos familiares próximos a criança por este processo, que acaba por fazer com que a criança pule ciclos de aprendizagem tão importantes, afinal criança é criança e deve aprender como, criança.   

Educação do Futuro
Marco Antônio Ribeiro Merlin
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Especialista em Educação Inclusiva (2017), pelo Centro Universitário Uniandrade. Graduado em História (2016) e Pedagogia (2018), ambos pela Universidade Tuiuti do Paraná.

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