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Existe uma escola perfeita?

Existe uma escola perfeita?

Século XXI, o mundo está bombardeado de informações que chegam para nós através de todos os meios de comunicação, e o principal deles hoje é a internet. Não só nós adultos, mas as crianças estão cada vez mais conectadas e antenadas!

As crianças são mais inteligentes atualmente? Não, a diferença é que hoje sabemos a capacidade delas e buscamos estimulá-las, o que não acontecia antigamente.

No passado os bebês eram "esquecidos" num canto e não recebiam tanta informação como recebem hoje. Mal começam a falar e já nos questionam, não aceitam qualquer resposta, querem sempre saber mais e explorar. São ágeis de raciocínio.

Vivemos num mundo competitivo. Aqueles que se destacam tiveram mais oportunidades ou fizeram, por si mesmos, suas próprias oportunidades. Isso nos faz refletir sobre o que estamos fazendo pelo futuro de nossos filhos e nos move a procurar, se temos condições para isso, escolas reconhecidamente fortes no ensino. Mas será que esse é o caminho? Será que existe uma escola ideal?

Os parâmetros comuns, entre os pais, para escolher a melhor escola são: aquelas que alfabetizam rapidamente, que ensinam desde cedo outro idioma, que tem como meta principal levar aquela criança a passar nas provas para as melhores universidades.

Neste sentido, eu caminhei no contra fluxo. Buscava nas escolas o conforto, o acolhimento, valores próximos aos que meus filhos viviam em casa. O aprendizado deveria acontecer de forma prazerosa e suave. Nunca quis que a escola fizesse o meu papel, a função da escola é ensinar. A educação começa em casa.

O mundo está passando por várias transformações, as crianças demonstrando claramente que possuem uma nova forma de aprender – mais visual, mais sensitiva e menos formal e linear – as escolas parece que deixaram de caminhar, se fixaram em formas já ultrapassadas.

Na educação infantil é mais fácil encontrar esse conforto e acolhimento, que respeita o tempo de cada criança. No ensino fundamental é muito difícil a escola ter um diferencial na forma de ensinar e avaliar.

Precisa fazer uma prova para “provar” o que aprendeu. Precisa fazer lição de casa, para "reforçar" o que aprendeu. Precisa ter um conteúdo amplo e puxado, para convencer os pais de que a escola é realmente boa!

Acho que uma boa escola valoriza o brincar não apenas na educação infantil, garante o aprendizado dentro do horário curricular e avalia o aluno através da participação dele, dos trabalhos em sala, da interação com os demais, respeitando a individualidade de cada um. As provas seriam algo natural "sem pressão" e com certeza teríamos resultados mais satisfatórios.

Outro ponto que me incomoda é que desde sempre "aprendemos" a língua inglesa na escola, mas ninguém sai falando inglês. A qualidade das aulas de inglês é algo que precisa ser repensada com urgência no nosso sistema educacional. Passamos pelo menos 15 anos dentro da escola, tempo mais do que suficiente para termos fluência num segundo idioma.

Para finalizar, ensinar respeito e solidariedade são valores fundamentais que devem começar em casa e serem reforçados na escola.

 

 

Educação do Futuro
Dani Nalini
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Mãe do Pedro e da Clara!

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