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Filosofia e Sociologia são importantes no ensino brasileiro?

Filosofia e Sociologia são importantes no ensino brasileiro?

 

Nesta semana, fui surpreendido com uma notícia que me deixou preocupado. Em uma mensagem de sua mídia social, nosso Presidente expôs que o seu atual ministro da educação, Abraham Weintraub,  em conjunto com o Governo Federal estão conjecturando reduzir os investimentos nas faculdades de filosofia e sociologia. O post traz a seguinte mensagem:

O Ministro da Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina.

A desculpa foi a de que o país necessita de mais engenheiros e médicos, e para que isto aconteça é necessário que se diminuam os investimentos na área de atuação destas disciplinas. Creio que a filosofia e a sociologia, concomitantemente levam o aluno à oportunidade de desenvolver um pensamento independente e crítico, ou seja, permite a ele experimentar um pensar individual. Sabe-se que cada disciplina apresenta suas próprias características, bem como auxilia a desenvolver habilidades específicas do pensamento que é abordado.

Pensando assim, cito o filme Sociedade dos Poetas Mortos, interpretado brilhantemente por Robin Williams, no qual o professor diz aos alunos: “Medicina, engenharia, física, química são coisas excelentes. Não podemos viver sem elas. Elas nos dão os meios para viver. Mas elas não são capazes de nos dar razões para viver”. Que escola no Brasil ensina nossas crianças e adolescentes a viver?

Quando nosso governo corta recursos destas disciplinas, fica claro a busca pela profissionalização dos jovens, mas também fica evidente sua busca pela acriticidade dos jovens profissionais que irão surgir. Isto não afetará somente o seu cotidiano nas jornadas intensas de trabalho diário, mas na sua cidadania. Afina nossa constituição denominada de cidadã busca a formação plena do indivíduo já que aponta em seu o artigo 205 que a educação é “direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". Creio que ao tomar a medida de redução de investimentos em disciplinas tão relevantes para criticidade só estudante, o governo deixa de cumprir a missão que lhe foi outorgada pela nossa carta magna, a constituição de 1988. Pois deixa de formar cidadãos e buscará, apenas a capacitação de pessoas dispostas a se absterem de lutas diárias, que buscam o bem comum e a igualdade de toda uma sociedade.

 

REFERÊNCIAS

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: D.O. 5 de outubro de 1988. Disponível em: www.mec.gov.br Acesso em: 27 Abr. 2019.

 

BOLSONARO, Jair Messias. (@jairbolsonaro). O Ministro da Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afetados. O objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina. 26 Abr. 2019, 2:52. Tweet.

Educação do Futuro
Marco Antônio Ribeiro Merlin
Marco Antônio Ribeiro Merlin Seguir

Especialista em Educação Inclusiva (2017), pelo Centro Universitário Uniandrade. Graduado em História (2016) e Pedagogia (2018), ambos pela Universidade Tuiuti do Paraná.

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