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O estagiário que se tornou presidente

O estagiário que se tornou presidente

Faz parte do subconsciente coletivo o príncipe encantado para a Cinderela e o estagiário que se torna presidente da empresa. No entanto, todos sabemos que isto não acontece todos os dias, o que torna ainda mais importante quando ocorre.

Alexandre era um jovem estudante de engenharia que necessitava da comprovação de um período de estágio para concluir o curso. Este já se prolongava além do prazo normal, uma vez que Alexandre precisava de renda suficiente para se sustentar e dividir as despesas com sua mulher Márcia, também ela uma batalhadora. Cada um deles tinha um filho de relacionamentos anteriores e as demandas da família não eram pequenas. Neste cenário, como Alexandre poderia fazer o estágio e finalmente concluir o curso de engenharia?

A solução foi um pacto entre o casal. Márcia cuidaria da maior parte das despesas e Alexandre se dedicaria ao estágio por uma ajuda simbólica de R$ 250,00 mensais. A empresa, na época, de representação comercial de produtos técnicos, e dirigida por um engenheiro, preenchia os quesitos para fins do estágio. Era uma firma pequena e endividada que ocupava uma minúscula sala. Nenhuma perspectiva de futuro.

Alexandre, no entanto, visualizou oportunidades e, em pouco tempo, propôs mudanças no tipo de atividades da empresa, levantou uma quantia para adquirir uma simbólica parcela da sociedade e, posteriormente, buscou um empréstimo maior, a fim de comprar definitivamente a empresa, assumindo as suas dívidas. Elas seriam pagas com muito trabalho pela frente. Márcia apoiou e participou de todo o processo e, a partir de determinado momento, ela mesma deixou o seu trabalho e caiu de cabeça nas atividades da empresa, tornando-se oficialmente sócia. Agora era tudo ou nada.

Ricardo veio compor o time. Ele ajudara no empréstimo inicial para a compra do negócio e não tinha maiores pretensões, a não ser, receber de volta o valor, quando as coisas melhorassem. Quis o destino, no entanto, que novas oportunidades fossem vislumbradas e que as expertises do Ricardo, também engenheiro e profissional da área técnica, fossem importantes para a expansão e diversificação dos negócios. Também ele foi tocado pelo sonho e assumiu correr o risco. Em uma decisão corajosa, Ricardo trocou uma boa posição conquistada, pelo que, na época, era apenas uma visão.

Passados apenas cerca de 10 anos, a Tecsul, que atua no segmento de serviços e peças e industriais, é uma realidade muito bem-sucedida. Seu faturamento é expressivo, possui uma forte consciência de Missão e de Valores, um sistema de governança, que inclui a existência de um conselho consultivo e um modelo financeiro bastante sólido. Há investimentos significativos no desenvolvimento de sua equipe, não apenas financeiro, mas através de práticas de estudo e de compartilhamento de conhecimentos. Possui um grupo de líderes e colaboradores capazes e comprometidos. É uma empresa que cresce de forma expressiva e, mesmo durante a pandemia, aumentou os seus quadros.

Em um momento em que foram destruídos tantos sonhos e tantos negócios, levando com eles milhões de empregos, é importante destacar exemplos como a da Tecsul, reforçando que existem, sim, estagiários que se tornam presidentes, assim como princesas e príncipes encantados. É no plano invisível que tudo começa a existir. É preciso sonhar, se preparar e trabalhar para isso. Você também acredita que somos responsáveis pela realidade que criamos?

Julio Sampaio (PCC, ICF)

Idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute

Diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching

Autor do Livro: Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital), dentre outros

Texto publicado no Portal Amazôna e no https://mcinstitute.com.br/blog/

 

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