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O lúdico na Educação Infantil

O lúdico na Educação Infantil

Quando me encontro no ambiente escolar percebo como as vivencias diárias transformam as vidas que compõem o ambiente escolar. Porém as crianças são as mais afetadas, já que vivenciam com grande intensidade e satisfação suas atividades lúdicas (brincadeiras, jogos, histórias). Este processo se perde durante a aprendizagem dos educandos, já que os espaços da escola vão modificando-se e transformando-se para adequar-se a demanda educacional de nossa sociedade, esta tem como objetivo a preparação para cursos superiores e mercado de trabalho. Dessa forma, o sistema não respeita os ciclos de aprendizagem de cada indivíduo.

Muitos pensadores concordam que o lúdico – isto é, as brincadeiras e os jogos – são atividades que servem ao espírito infantil. Ou seja, a convenção social que segue a modernidade, reconhece no lúdico um comportamento próprio da criança, peculiar à sua natureza (instintiva), às suas necessidades e seus interesses. Para Huizinga (1980) o lúdico é um elemento da cultura, presente em todas as formas de organização social, das mais primitivas às mais sofisticadas.

O valor do lúdico no ensino aprendizagem já era reconhecido para povos na antiguidade. Platão e Aristóteles já reconheciam as práticas lúdicas durante o processo educacional de suas crianças. No entanto é somente no século XVIII, que o lúdico é associado definitivamente a educação infantil. Durante o século XIX fica claro com a criação dos Jardins de Infância, de Froebel, que as brincadeiras começam, a fazer parte das escolas de educação infantil. Durante o século XX muitas teorias foram desenvolvidas na Europa, sobre o desenvolvimento da criança pelas brincadeiras. Estas desembarcavam em território nacional compondo o arcabouço intelectual de pensadores brasileiros do século XX.

Atualmente o lúdico na educação não deve apenas apresentar o caráter recreativo, mas também apresentar instrumentos pedagógicos. Flutuando então, entre as dimensões recreativas e didáticas. Dessa forma, a escola irá levar em conta, a irracionalidade, do infantil, desenvolvendo na criança elementos criativos tão necessários para o amadurecimento desta.   

 

REFERÊNCIAS

HUIZINGA, J. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 1980.

OLIVEIRA, M. L. Escola não é lugar de brincar? In: ARANTES, V. A. (Org.). Humor e alegria na educação. São Paulo: Summus, 2006a. p.75-102

Imagen: Freepik

                                                                                                         

Educação do Futuro
Marco Antônio Ribeiro Merlin
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Especialista em Educação Inclusiva (2017), pelo Centro Universitário Uniandrade. Graduado em História (2016) e Pedagogia (2018), ambos pela Universidade Tuiuti do Paraná.

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