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O que corrói um grande amor?

O que corrói um grande amor?

Grandes erros destroem amores. Há coisas que não se apagam nunca e que não são perdoáveis. João bateu em Maria. Ele estava nervoso. Havia tido um dia difícil. Bebera mais do que devia. Perdeu o controle. Nunca teria feito isto em condições normais. João bateu em Maria. Fez o que fez. Seguiram juntos. Passaram-se décadas. Nunca voltaram a ser o casal amoroso de antes. Ninguém fala do assunto, que continua lá. João bateu em Maria.

Grandes erros destroem amores e relações de qualquer tipo. Mas há algo igualmente forte, que não surge de um dia para o outro e que não somos capazes de identificar quando apareceu pela primeira vez. Não foi suficientemente forte, não deixou marcas aparentes. Apenas uma semente. Aos poucos esta semente cresceu, foi regrada inconscientemente pelo casal e um dia ela tomou conta da relação. Ganhou forma e assumiu o comando.

O que corrói um grande amor? O que destrói a paixão, enferruja o querer estar junto, deteriora o sentir a dor ou a alegria do outro, danifica a admiração, desnutre a autoestima de ambos? Que “bomba de nêutron” tem este poder de destruição, mantendo tudo igual por fora e corroído por dentro?

“Alô. Sim. Não, não quero. Já disse que não vou fazer. O problema é seu e não meu”. Ao atender o telefone, Mário mudara o tom de voz. Tornou-o ríspido. Não se despediu. Simplesmente desligou o telefone. Eu não sabia do que se tratava, mas percebi claramente com quem ele estava falando. Ele e a mulher desenvolveram este hábito. Eles se tratam mal. Sim, é um hábito. Pode ser em qualquer lugar. Podem estar entre amigos ou sozinhos. Eles se tratam mal. Talvez ainda se gostem. Talvez queiram bem um ao outro. Ninguém fala em separação. Mas eles têm este estranho hábito. Eles se tratam mal.

Estranho hábito, mas não incomum. Talvez ocorra com a maioria dos casais. Ele não surge de grandes acontecimentos. Nem sequer aparece como uma doença aguda. É como uma célula defeituosa, que as poucos se replica e que acaba por formar um tumor maligno. Há apenas um único remédio para este agente agressor. Melhor pensar em uma vacina, pois será mais eficaz se usada preventivamente. Este único remédio é a gentileza. E a gentileza está nos detalhes.

Bom dia, boa noite, dormiu bem, “como foi o seu dia?”, um beijo de chegada, um beijo de saída, uma lembrança fora de data, um abraço fora do contexto, o que mais, caro leitor? Que detalhes podemos cuidar para, junto com eles, cuidar do amor, da amizade e da beleza em nossas relações?

Não são apenas os grandes feitos que fazem a diferença. Os detalhes são imprescindíveis. Fui casado por 32 anos, enviuvei e estou há 6 anos vivendo um novo casamento. Cometi muitos erros e ainda cometo vários, creio que hoje, menos. Neste momento, minha senhorita escreve um artigo com este mesmo título. Daqui a pouco, vamos compartilhar o que cada um pensa.

Todos queremos ser felizes e fazer a pessoa amada feliz também. Se eu tivesse que dar uma única sugestão e alerta para quem está começando, diria: cuidem da gentileza. A falta dela é o que corrói um grande amor.

  

Julio Sampaio (PCC, ICF)

Idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute

Diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching

Autor do Livro: Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital), dentre outros

Texto publicado no Portal Amazôna e no https://mcinstitute.com.br/blog/

 

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