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Pandemia é oportunidade para empreender

Pandemia é oportunidade para empreender

Aumento do desemprego por conta da crise do novo coronavírus faz com que mais brasileiros busquem se reinventar e abrir o próprio negócio

A projeção do Instituto Brasileiro de Economia e da Fundação Getúlio Vargas - FGV é que a taxa de desemprego bata recorde este ano, ultrapassando os 17%. Como alternativa em meio à crise, um maior números de brasileiros têm buscado empreender.

De acordo com a Boa Vista Serviços, empresa de informações de crédito que reúne um banco de dados de empresas e consumidores do Brasil, no primeiro trimestre de 2020 o número de MEIs (Microempreendedores Individuais) subiu mais de 12% em relação ao mesmo  período do ano anterior, enquanto as demais categorias tiveram uma queda de 5,8%.

O fechamento de postos de trabalho neste ano tem relação direta com a pandemia que provocou uma desaceleração na economia global, reduzindo o faturamento e os investimentos em setores da indústria, de serviços e do comércio. Por isso, mais pessoas começam a buscar novas fontes de renda.

No entanto, a vontade do brasileiro é anterior à crise. Segundo a Global Entrepreneurship Monitor, o número de pessoas entre 18 e 64 anos donas de um negócio teve um salto de 14,6 milhões para 53,4 milhões de 2008 a 2019 no país. O relatório, com dados respectivos ao ano passado, também mostrou que 26,2% decidiram empreender por conta dos empregos escassos.

O desemprego afeta, principalmente, os jovens entre 18 e 24 anos. A taxa de desempregados nessa faixa etária no primeiro trimestre foi acima dos 27%. Os universitários são os mais impactados pelas relações de trabalho, vendo o empreendedorismo como uma saída, além de uma forma de combinar sua formação a um propósito.

Em um mercado cada vez mais enxuto devido à automação e às mudanças radicais nos empregos, fazer uma carreira será algo cada mais difícil. Com isso, os profissionais do futuro serão empreendedores, seja na abertura do seu próprio negócio ou em seus comportamentos, assumindo um protagonismo e autonomia.

Empreender na crise

Inovar é tão importante em momentos de expansão quanto nos de depressão econômica. A diferença é que, em momentos de crise, o empreendedorismo é motivado pela necessidade. Na pandemia e na crise os desafios de se reinventar são ainda maiores. Mas isso significa que não existam oportunidades nesse período.

Nesse cenário, a digitalização do empreendedorismo será um fator essencial para o sucesso, inclusive no mundo pós-pandemia. Novas formas inovadores de venda e prestações de serviço devem permanecer. Dessa forma, o empreendedor brasileiro terá que se voltar para o ambiente digital, explorando suas possibilidades.

Com a ascensão da tecnologia proporcionada pela pandemia, startups ganham força. Em 2015, eram 4.151 no Brasil. Atualmente, são mais de 13 mil, conforme dados da Associação Brasileira de Startups. Porém, em momentos de crise, investidores procuram as que sejam mais criativas com propostas mais sólidas e capazes de gerar lucro.

A pandemia também fez com que as pessoas que já desejavam empreender - segundo pesquisa realizada pela OnePoll, aproximadamente 77% dos brasileiros sonham em abrir o próprio negócio - encontrassem outros segmentos e nichos para investir, visto que, durante esse período, surgiram novas necessidades do consumidor.

Após a superação da crise econômica, antigas demandas podem retornar com mais fôlego, como viagens, alimentação e eventos. Com isso, a pandemia é uma oportunidade para que as pessoas se reinventem e coloquem em prática algum plano para empreender, levando em conta criatividade e tecnologia. 

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