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Paulo Freire: conheça o patrono da educação no Brasil

Paulo Freire: conheça o patrono da educação no Brasil

Quando falamos em educação brasileira e seus pensadores, automaticamente, pensamos em um nome: Paulo Freire.

O patrono da educação brasileira, título que recebeu em 2012,  é o mais famoso nome da pedagogia nacional e sua obra e pensamentos fazem parte da rotina de educadores do mundo todo.

Valorizado e reconhecido por muitos, mas também criticado, é fundamental entendermos o papel que ele possui na formação de qualquer pessoa envolvida no setor educacional.

E você, sabe quem foi Paulo Freire e por que ele é considerado o patrono da educação brasileira?

Confira a seguir!

 

Quem foi Paulo Freire?

Paulo Reglus Neves Freire, mais conhecido por Paulo Freire, nasceu em 19 de setembro de 1921, em Recife (PE). 

Com pai militar a mãe dona de casa pertencia a classe média, porém a família vivenciou a crise de 1929, tendo passado por crises financeiras. 

Apesar das condições econômicas, Paulo Freire sempre foi incentivado ao estudo, tendo ganho bolsa durante o colégio - período onde começou a atuar como auxiliar de disciplina o que levou ao início como professor de português. 

Após o ensino básico chegou à Faculdade de Direito em 1943. Na graduação pode ter contato com a disciplina de filosofia da educação. 

Apesar de ter cursado direito, Paulo Freire preferiu seguir o caminho como docente tendo sido professor de português do seu antigo colégio (Oswaldo Cruz) e também professor de filosofia da educação na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco. 

Assim, estava sendo iniciado o caminho que o levou a ser reconhecido internacionalmente. 

 

Papel de Paulo Freire para a Educação

Agora que você já conhece um pouco do início de vida de Paulo Freire, deve estar se perguntando: mas o que ele fez para ser considerado o maior pensador da educação do país?  

 

Método de Alfabetização

Para começar, no período em que foi professor de língua portuguesa, ele aplicou um novo método de alfabetização para adultos na cidade de Angicos, no interior do Rio Grande do Norte. 

O método consistia em utilizar a realidade dos alunos para conseguir alfabetizá-los. 

Ao invés de simplesmente passar uma série de letras e palavras sem contexto, o método de Paulo Freire usava as palavras do universo deles E essa primeira experiência teve como resultado 300 trabalhadores da região alfabetizados em 45 dias. 

O método de alfabetização foi multiplicado no Plano Nacional de Alfabetização do governo basileiro, que no período estava realizando as Reformas de Base. 

Além de conseguir alfabetizar, essa metodologia foi expandida para a pedagogia, como um todo, como veremos a seguir. 

 

A escola de Paulo Freire

Paulo Freire defendia que a escola deveria explicar os conteúdos a partir do contexto dos estudantes, sendo papel do educador expandir horizontes e dialogar com o que os alunos vivenciam. 

Aproximando os conteúdos disciplinares com a realidade, seja a partir de debates, reflexões e questionamentos sobre problemas e questões da rotina de cada um. 

 

Aprendizado ativo

Para Paulo Freire, o professor não era o detentor do conhecimento, mas sim o mediador entre os saberes formais e o aluno. 

Gerando a aprendizagem e tornando o aluno protagonista da decodificação do conhecimento para seu contexto. 

Sem decorebas de conteúdos, mas sim entendimento e interpretação real do que é aprendido. 

 

Aprendizado como item de consciência social 

A partir do entendimento de como o conhecimento atua na própria realidade, cada aluno consegue perceber seu papel social e como transformar o contexto em que vive.

Esta pode ser considerada a principal filosofia de Paulo Freire: a educação serve para a libertação de papéis opressores. Fazendo com que cada pessoa possa saber sua condição histórica, conhecendo seus potenciais de transformação social e também para o controle das suas próprias vivências. 

A educação para Paulo Freire deve ser problematizadora, despertando esta consciência para levar a ação libertadora.

 

Obras de Paulo Freire

As ideias e filosofias do educador, que hoje ocupa a 3ª posição no ranking dos pensadores mais citados em trabalhos acadêmicos na área de humanas do mundo todo, podem ser encontradas em algumas das suas principais obras.

Alguns exemplos são:

  • Educação como Prática da Liberdade

Muito mais do que estar no mundo é preciso participar dele. Com uma reflexão sobre a própria existência, este livro de Paulo Freire tem como objetivo mostrar que a educação é ferramenta de transformação social.

Potencializando as capacidades de cada indivíduo agir na realidade

  • Pedagogia do Oprimido

A obra mais conhecida de Paulo Freire contém toda a base de sua filosofia.

Nela, o educador destaca como a estrutura social com opressores e oprimidos é vivenciada e até mesmo propagada pelos atores sociais, tendo a educação papel fundamental para transformá-la e não reproduzi-la

A famosa frase do autor  “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor” pode resumir, de certa forma, a provocação que a obra traz a todos. 

  • Pedagogia da Autonomia

Um processo educacional onde todos são aprendizes. 

Esta é uma das ideias deste livro de Paulo Freire, fundamental para a formação de professores que devem ter em mente que educar não é apenas transferir conteúdos e sim criar condições para o aluno se construir como indivíduo, enxergando as diversas possibilidades do mundo. 

Nesse sentido encontra-se o conceito de educação bancária - que é focada em apenas repassar conteúdos sem a devida reflexão em contraponto a educação problematizadora que envolve criatividade e reflexão. 

Estas são algumas das principais obras de Paulo Freire, patrono da educação brasileira.

Suas ideias geram debates, estudos e reflexões até hoje, demonstrando assim a importância deste pernambucano que mudou a forma de ver e pensar educação. 

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