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Vamos construir felicidade? 2

Vamos construir felicidade? 2

No artigo anterior, caro leitor, conversamos sobre evidências sustentadas por pesquisas, na psicologia, de que a felicidade depende menos de circunstâncias externas e mais de nossas ações conscientes, fruto do modelo mental que desenvolvemos. Elas nos aproximam ou nos distanciam daquilo que, ao final, todos nós mais queremos: ser felizes.

Sei que você e eu somos capazes de identificar pessoas próximas com padrões mentais bem evidentes, por exemplo, no sentido da gratidão, da positividade e do enxergar oportunidades, ou de seus opostos. Para o primeiro grupo, não estamos falando de alguém que enxerga tudo com os óculos azuis de Poliana ou que não reconhece uma perda, uma dificuldade, ou uma tragédia. A questão é: como estas pessoas lidam com as dificuldades e, antes mesmo disso, como valorizam o que são e o que têm? Isto depende em grande parte de seu modelo mental. Fora estas pessoas, muito evidentes em uma ou em outra direção, a maior parte de nós transita bem entre estas duas esferas. A consciência nos permite escolher qual das duas queremos alimentar.

Mas isto não acontece apenas quanto ao trinômio gratidão-positividade-oportunidade. Há outras atitudes que causam um grande impacto na felicidade. O padrão mental da resiliência, por exemplo, nos faz provocar o próprio cérebro, com questões como: “E agora, cérebro? O que faremos? Que alternativas, podemos considerar?”. Isto dá trabalho ao cérebro que, do contrário, pouparia energia e aguardaria os acontecimentos. Boas possibilidades podem ser desenvolvidas a partir daí.

O desapego é outro modo de pensar, de sentir e que podemos treinar conscientemente. O oposto dele, o apego, nos aprisiona. Com frequência gera o efeito contrário do que tememos perder e, muitas vezes, se apresenta sob a forma de preocupação. Há diferentes tipos de apegos e cada um de nós é mais vulnerável a alguns do que a outros.

Somos em grande parte movidos pelos hábitos e um deles pode ser o de pequenas ações de gentileza e de alegrar as pessoas. É uma prática que, por si, só nos traz compensações imediatas, pelo simples ato em si. Podemos entender ainda que são como pequenas sementes de plantio. A natureza nos ensina que para colher é preciso plantar, e isto não deve ser diferente com a felicidade.

Felicidade não é sinônimo de euforia. O conceito de bem-estar subjetivo está mais próximo do desfrutar, e o belo e a arte podem ser grandes aliados. Não me refiro aqui apenas às formas tradicionais de arte, mas o belo do dia a dia, que pode ser colocado conscientemente na nossa maneira de morar, de vestir, de nos alimentar, de nos relacionar com as pessoas e de lidar com a natureza. Tudo isto ao som de uma boa música ou de outras formas de arte.

A consciência de nossa missão individual e o desenvolvimento de um propósito, relacionado a esta missão e ao momento que vivemos, nos dá um sentido e uma energia especial, que nos faz ir além. Isto também pode ser trabalhado.

Assim, gratidão, resiliência, práticas de gentilezas, desfrute do belo no cotidiano, busca da compreensão da nossa missão e o desenvolvimento de um propósito são ações conscientes que nos ajudam a criar um modelo mental que nos aproxima da felicidade, independentemente de qualquer outra coisa. Elas não caem do céu e não deveriam estar entregues ao aleatório. A felicidade pode e deve ser construída. Vamos construir felicidade, caro leitor? Para você, para mim, para todo mundo?  

 

 Julio Sampaio (PCC, ICF)

Idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute

Diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching

Autor do Livro: Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital), dentre outros

Texto publicado no Portal Amazôna e no https://mcinstitute.com.br/blog/

 

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