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Moro num país tropical, abençoado por Deus e DIVERSO por natureza

Moro num país tropical, abençoado por Deus e DIVERSO por natureza

 

Faz algum tempo queria falar sobre um tema que vem tomando a cena na sociedade, nas empresas e nas redes sociais, esse tema é a diversidade. Na verdade, esse é um assunto que nunca deveria sair da nossa agenda. Quando falamos em diversidade abrimos um espectro muito amplo, pois ser diverso significa muitas coisas e abrange muitas frentes. Entretanto, nessa breve fala, gostaria de dar luz e valorizar a frente do respeito ao pensamento diverso.

Somos seres sócio-histórico-culturalmente constituídos, trilhamos caminhos, construímos histórias e vivemos experiências diferentes. Dessa forma, é fato que sempre teremos olhares e opiniões diferentes sobre um mesmo tema ou situação. “Somos diversos por natureza”.

Toda essa diversidade de ideias é terreno fértil para construção de um ambiente favorável à criatividade e inovação, competências mapeadas pelo Fórum Econômico Mundial como fundamentais no contexto atual. Acredito que até aqui nenhuma novidade, correto?

Entretanto, para que as opiniões possam emergir precisamos promover ambientes em que a fala e a voz de todos tenham espaço. É por meio do entrelaçamento das falas, das reflexões por elas geradas que chegamos no novo. O prof. Leandro Karnal, em uma de suas aulas, disse que a nossa primeira língua é a nossa língua materna, que a nossa segunda língua é aquela de escolhemos aprender para nos comunicar com os povos de outras nações, já a nossa terceira língua é o silêncio. Eu concordo, pois quando nos permitimos o silêncio, nos permitimos a escuta também.

Quando falamos em escuta, podemos sempre escolher dois caminhos:

O primeiro é o da escuta combativa – aquela que se ouve para contra argumentar. O diálogo funciona como uma competição em que o objetivo é vencer. Nesse contexto, defende-se o próprio posicionamento como forma de excluir os demais.

O segundo é o da escuta colaborativa - aquela que convida o outro a participar, é inclusiva. Nesse caso, o diálogo se apresenta como uma possibilidade para compreender, encontrar pontos em comum, provocar reflexões, expandir ideias existentes e propor novas.

É somente por meio da escuta colaborativa que conseguimos promover e valorizar o pensamento diverso.

Por fim, gostaria de deixar algumas perguntas para reflexão:                                  1. Estamos realmente ouvindo e dando espaço para o diálogo inclusivo?            2. Promovemos encontros que valorizam o pensamento diverso?            3.Temos nos permitido praticar a escuta colaborativa?

Silvia Armada

Gestora Educacional

 

 

 

Educação Corporativa

Educação do Futuro
Silvia Armada
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Apaixonada por aprender é especialista em desenho de soluções de aprendizagem, facilitadora com  20 anos de experiência em educação, desenvolvimento humano e formação de formadores. Doutoranda pela UFRJ.

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