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Inovar, para aprender!

Inovar, para aprender!

Inovar, para aprender!

Estamos em um momento mais do que especial, não é?

E um dos desafios gigantescos, é a formação de estudantes de licenciatura que precisam realizar suas práticas e estágios.

Mas isso é possível neste tempo de pandemia, de escolas fechadas, de aulas remotas?

Sim é possível e autorizado pelo MEC.

De acordo com a resolução, que regulamenta a lei 14.040/2020, "as atividades pedagógicas não presenciais (...) poderão ser utilizadas em caráter excepcional, para integralização da carga horária das atividades pedagógicas" quando houver "suspensão das atividades letivas presenciais por determinação das autoridades locais" e "condições sanitárias locais que tragam riscos à segurança", o que inclui os estágios.

Mas devem estar se perguntando por que estou trazendo este tema para discussão e já vou contar para vocês...

Já param para refletir como os grupos em que participamos nas redes sociais podem ser espaços de aprendizagem?

 

Sabem os nossos grupos da família, de amigos, da igreja, de trabalho, de exercícios físicos, de culinária, entre outros no WhatsApp, estes podem ser espaços férteis para troca de conhecimentos, mas também para muita fake News, não é?

Temos vivido um tempo em que recebemos uma quantidade de mensagens diárias por meio deste aplicativo, que vão desde o bom dia da família até resoluções importantes de trabalho, que passam por dados sérios a grandes falácias, sem fundamento científico, político, econômico, social ou cultural.

Vejam os dados a seguir de um levantamento realizado pelo Grupo de Pesquisa em Tecnologias de Comunicação e Política (TCP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)[1] que tinha como objetivo mapear o funcionamento das redes de distribuição de notícias falsas no WhatsApp. Os pesquisadores monitoraram 438,4 mil mensagens em 90 grupos públicos,

https://revista.internetlab.org.br/o-fenomeno-das-fake-news-definicao-combate-e-contexto/

Sabemos que o crescimento exponencial da possibilidade de acesso à informação, por meio das tecnologias tem se tornado o ponto alto da revolução na qual estamos inseridos, possibilitando uma mudança de paradigma, de quem gera a notícia, quem tem a informação verdadeira e até mesmo se as fontes são ou não, confiáveis.

Hoje cada pessoa que lê este texto, pode gerar conteúdos digitais em formato de áudio, imagem, memes, postagens, e até textos, por que não? O que nos coloca em tempos de informação de todos para todos e do uso do anonimato.

Os pesquisadores citam que “O fato de que, muitas vezes, a pessoa que envia uma notícia possivelmente falsa é um conhecido ou familiar. A proximidade e confiança pessoal com aquele que divulga a informação torna muito mais difícil o descrédito da notícia (Ribeiro & Ortellado, 2018)[2]”.

Em algumas semanas fui surpreendida por um convite em meu WhatsApp para um grupo que tinha como objetivo, e aqui tomo a liberdade de utilizar as próprias palavras dos autores: Auriane Stremel e Rafael Rodrigues, que afirmam, que o que desejam é “Pulverizar, via redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas (WhatsApp e Instagram) as produções artísticas, temáticas, conceitos e técnicas de artistas contemporâneas nacionais, por meio de vídeos curtos e de fácil assimilação, com intuito de promover interesse e conhecimentos sobre arte e cultura”.

Achei genial a ideia do ZAP ZARTE. Eles iniciaram este processo de formação para a cultura utilizando uma rede social, que está tão presente no dia a dia das pessoas, o WhatsApp, com textos curtos que faziam uma breve introdução do tema e artista a ser apresentado, e na sequência liberavam o vídeo explicativo, como apresento a seguir, nas imagens.

 

 

                O que desejo ressaltar aqui é a necessidade de conseguirmos olhar para as dificuldades, como oportunidades, pensem vocês, educadores, gestores, pais, o quanto seria valioso ensinarmos nossos estudantes da importância de se disseminar cultura e ao mesmo tempo, abrir espaços de discussão, reflexão e desenvolvimento de senso crítico, de uma forma muito moderna, instigante e inovadora.

                Visitem o Instagran do ZapZarte (https://www.instagram.com/zapzarte/ ), este projeto de estágio de licenciatura, que criou uma possibilidade para oferecer a curadoria de conteúdos, além de garantir que os grupos de bate-papos também se tornem espaços de aprendizagem, mas de uma forma leve, imprevisível e instigante.

Como educadora há mais de 37 anos e pesquisadora da Educação Digital, iniciativas como esta desmontam a importância da pulverização e do compartilhamento de ideias que possam ser replicadas, em diferentes contextos, e como sempre afirmo, estamos vivendo na época da aprendizagem em qualquer tempo e lugar, o momento onlife.

 

Profa. Dra. Katia Ethiénne Esteves dos Santos

Pós doutora em Educação Digital, consultora educacional da KMK Consultoria, Treinamento, coordenadora EAD da PUCPR e pesquisadora do PRAPETEC.

consultoriakmk@gmail.com

https://www.kmkconsultoria.com/

 

 

 

 


[1] https://revista.internetlab.org.br/o-fenomeno-das-fake-news-definicao-combate-e-contexto/

[2] Pesquisa realizada pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, da Universidade de São Paulo, que, em 2018 entrevistou 2.250 pessoas e demonstrou proeminência da circulação de notícias falsas via grupos de família e via redes de intimidade no WhatsApp.

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